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Fim da aposentadoria por tempo de contribuição

As novas regras impostas devido a reforma da Previdência tornaram mais difícil a aposentadoria por tempo de contribuição. Por isso, muitas pessoas autônomas têm deixado de contribuir, já que preferem gastar o dinheiro agora e esperar a idade mínima para se aposentar.

Uma das instituições que mais tem sofrido com a crise do Covid-19 é o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em suma, isso se deve ao fato do grupo mais atingido pela doença ser os idosos.

Esse fator acaba fazendo com que as pessoas fiquem desanimadas em relação a aposentadoria. O corte no número de trabalhadores foi outro fator que atingiu o INSS, como sabemos houve muitas demissões devido a pandemia.

Essas demissões causaram uma diminuição da renda dos brasileiros, comprometendo a sobrevida dos idosos. Além do INSS deixar de receber recursos devido a demissões, já que a maioria dos brasileiros só contribui quando está com carteira de trabalho assinada.

Em agosto de 2020, ocorreu uma pequena recuperação. Mesmo com a queda de 3% no total da arrecadação bruta no ano de 2020. No entanto, ao somar a arrecadação bruta do ano passado, o valor foi de R$ 426,9 bilhões.

Por mais que esse valor parece ser muita coisa é um valor inferior ao ano de 2019. Foram R$ 13,3 bilhões inferiores ao ano anterior, o que não é um bom sinal. E um dos fatores disso foi a complicação para obter a aposentadoria por tempo de contribuição.

Isso aconteceu porque a maioria dos contribuintes estão com dificuldade para recolher a contribuição previdenciária, depois de serem demitidos. Afinal, o momento de crise exige outras prioridades.

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A pandemia tem dificultado a contribuição

Muitas dessas pessoas estão tendo problemas em quitar a contribuição mínima para se aposentar. Isso acaba dificultando chegar nos requisitos da aposentadoria, mesmo para aquelas pessoas que atingiram a idade mínima para ter direito a aposentadoria.

Essa foi uma das coisas que a pandemia acabou impactando. Gerando um atraso em alguns de casos de aposentadoria, além de reduzir o tempo médio de contribuição para poder solicitar o benefício.

Segundo a presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Adriane Bramante, a pandemia de Covid-19 não foi o único fator que impactou nessa mudança. As novas regras de acesso à aposentadoria ficaram bastante restritas desde a Reforma da Previdência.

Segundo ela, foi um conjunto de coisas que gerou essa situação. Como a Reforma da Previdência, que focou em dificultar o acesso à aposentadoria, mas não em melhorar a arrecadação. Além é claro as diversas demissões, que não podem ser ignoradas.

Ela acredita que com essas novas regras muitas pessoas deixaram de contribuir e decidiram simplesmente esperar a idade mínima. Já que o governo dificultou tanto se aposentar antes da idade, muitos acham que não vale a pena o esforço.

Esperança de vida após os 65 anos caiu

Ao fazer uma comparação com 2020 a expectativa de sobrevida dos idosos na faixa etária de 65 anos, teve uma queda de 1,6% ao ano. Segundo dados levantados pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Isso fez muitas pessoas pensarem que vale mais a pena aproveitar a vida agora que esperar a aposentadoria.

Antes da pandemia, a esperança de vida após os 65 anos era de 19 anos. Depois da pandemia isso teve uma redução para 17,4 anos, cerca de 8% conforme estudos realizados. O que é um valor impactante para tão pouco tempo de diferença.

Algo que antigamente ajudava essa questão era a aposentadoria. Mas, no atual cenário, o fator previdenciário não está mais contribuindo. Muito porque o valor da aposentadoria está cada vez mais reduzido, principalmente devido às regras da transição por pedágios.

A Reforma da Previdência mudou muitas coisas. Por exemplo, algumas das aposentadorias oferecidas pelo INSS, para o segurado ter acesso vai precisar de ao menos 180 contribuições mensais. O que representa 15 anos de contribuição para realizar a solicitação.

Em suma, esse tempo mínimo de contribuição significa que mesmo idosos que já atingiram a idade mínima necessária, ainda vão ter que aguardar completar o período de carência. Só então poderão se aposentar, pois a aposentadoria por tempo de contribuição por si meio que foi extinguida.

Aposentadoria por tempo de contribuição: novas regras para se aposentar

Essas novas regras obrigam que para as mulheres se aposentarem elas tenham 61 anos e ao menos 15 anos de contribuição. Já os homens têm que ter 65 anos e também 15 anos de contribuição.

  • No entanto, o segurado do INSS pode também optar pelas regras de:
  • Transição por pontos;
  • Pedágios;
  • Ou idade progressiva.

Sendo algumas das opções deixadas possíveis desde a Reforma da Previdência. Para aqueles indivíduos que não atingiram a idade mínima e estão com dificuldade para obter a aposentadoria.

Por isso, é bastante aconselhável que se possível o segurado continue contribuindo para dar continuidade ao recolhimento mensal, e uma hora poder se aposentar. Mesmo a aposentadoria por tempo de contribuição tendo meio que sido extinta.

Pois, a contribuição é fundamental para se ter acesso a pontuação ou tempo mínimo de contribuições.